Como já dizia o sociólogo Bauman, as relações em tempos pós modernos são frágeis e líquidas. Sempre há um suporte para intermediar nossas ‘trocas’, que já se transformaram em conexões. Para tudo, basta um clique. Relacionamentos começam e terminam por detrás de uma tela. Algumas vezes é só ficar offline. A falta de vínculos oferece em troca uma falsa barreira de proteção contra sofrimentos indesejados, e entretanto, essa ausência do verdadeiro ‘sofrer’ deixa nossas vidas mais vazias e amargas. Desprovidos do sentimento de entrega, somos peças perdidas de um quebra cabeça virtual, que naufraga pelos megabytes deste oceano indissolúvel.  Filosofias a parte, li hoje uma matéria sobre uma nova tecnologia ( em fase de aperfeiçoamento) que permite o beijo online. Ou seja, pretende transformar um beijo de verdade (que é muito mais que uma união de lábios e troca de saliva) em alguns cliques. Penso que estamos a poucos passos de nos tornarmos verdadeiros ciborgues, pois relações mecânicas já temos, e agora com a possibilidade do beijo virtual, tudo é possível. Troque um beijo por um clique: http://delas.ig.com.br/amoresexo/2012-07-24/aparelho-equipado-com-labios-permite-beijar-via-internet.html

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